Te vi sentada só e perguntei se não me esperava,
“Não sei porque não perguntei se não se enxergava”
Sentei-me em sua mesa pois sabia ser meu charme irresistível,
“Só não fugi pois bloqueava meu caminho, passar era impossível”
Contei-lhe uma ou duas de minhas qualidades,
“Até quando agüento este desfile de vaidades?”.
Percebi em teus olhos como crescia seu desejo e ansiedade,
“Melhor não olhar para ele, ou vou ficar com ânsia de verdade”
Convidei-a para tomar algo, talvez sua timidez se desfaça,
“Tudo bem,se é de graça...”
Comecei a dizer-lhe coisas profundas e belas,
“Talvez consiga tapar meus ouvidos com a cêra das velas”
Lancei um olhar perfeito e apaixonado,
“Acho que é vesgo o coitado”
Peguei em tua mão com leveza e ternura,
“Será que esta faca fura?”
Pedi um belo jantar e um bom vinho,
“Opa, a comida está a caminho”
Senti que me contemplava como quem olha o infinito,
“Até que de tão feio, até que ele é um pouquinho bonito”
Sorri com aquilo como um menininho,
“Bonito não, engraçadinho”
Depois daquela noite e até hoje nos encontramos,
somos namorados
“Como diz um velho ditado, só erramos se tentamos,
Daí sabemos se estamos errados”
Ou não...

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