Tá, entortei o verbo!
Não bebi da garapa, não apanhei do rapa
Digo isso, sustento, levanto a cabeça e dou minha cara a tapa
Então tá, enrolei a palavra
Fiz rocambole da letra, deixei a conjugação perneta
Fui ao reles perguntar o que é proxeneta
Pasmei com cáften? Nem.
Sorri do rufião? Sei lá então.
Entendi coisa nenhuma.
Então besta fiquei.
Bestifiquei .
Nada sei, não dancei, não dá em nada, eu sei.
Danar me ei.
Miei às donas
Que gato safo
Safo ás donas
Safado
Me safei
Línguas matronas
Sob rimas mandonas
Põe em si a
carapuça
E vê de logo que
Quando o querer empapuça
Difícil é escrever a poesia.
Tem pressa não.
Tem medo não.
Escreve quando quiser.
Escreve quando puder.
Seja linha torta, de pensamento bobo
E de palpite leso o rabisco arisco
Vale o palpitar do peito
Quem sabe ler carinho,
Aprende a entender respeito
Se não vira escritor, pelo menos expressa amor
Pelo menos por hora, direito.
Ta não saiu perfeito
Mas ta escrito, ta feito, não te ajeito e não admito rejeito
Agito, grito e faço rito de quem diz o dito pelo não dito
Não escreveram o que você é? É por que não é.
Pelo menos não para esse não, ou aquele ou ele.
O que vale sou eu
que gastei o que digo
de maneira gostosa, mas foi contigo
tá, pode ser que eu entortei o verbo.
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