Não olho mais para a Lua já faz um tempo
Acabou o sonho romântico que ela iluminava
Agora só faz subir a maré amarga que me engole
Com água salgada como o gosto da lágrima
Ainda fico achando que a luz dela se foi
Mas descubro que na verdade é o Sol
Que meio se apagou
Pois a Lua apenas reflete o que deseja ser
Talvez seja esse o desejo escondido na sua ausência
Não sei dizer se agora ela busca ser nova
Para um dia sentir-se plena e cheia
Ou se assustada com o Sol
Está em absurda fase minguante
No aguardo do momento que lhe fará crescente
Apenas sei que o mundo assiste ao caos
Impassível e calmo na sombra
Pois sabe que passado o eclipse
A Lua e o Sol um dia se olharão
E o brilho retornará as faces
Em um gentil sorriso de perdão
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