segunda-feira, 5 de abril de 2010

Contando

1,2,3...conta comum.
Comecei só, como o número um.
Na primeira vim a conhecer o amor,
Ele só, não se sustentou,
precisava de mais alguém para dividi-lo
Veio tarde, o amor minguou
e os defeitos que se acumulavam
Somados, se tornaram muitos e insuportáveis
E com brigas e discussões
intermináveis
Teminou
Mas teve uma segunda chance o dito amor
Encontrou alegria, vontade de viver, sonhos
Tinha tudo para voar, era felicidade que podia ser tocada
Mas no fim foi  moeda trocada
e amor por trocados
Quase sempre compra tristeza e decepção
O ouro dura pouco e quase sempre vai para outrém
O vil vintém da avareza
Acabou com a minha riqueza,
Me restou alguma tristeza
Tentei voltar ao princípio, mas era precipício
Fiquei quieto em casa, no escuro
Lacrei janelas e portas para o amor não entrar por nenhuma fresta
Mas quando você pensa que nada lhe resta
Surge uma luz em uma porta entreaberta
Que nem sabia existir
Vem brilhando em forma de riso e otimismo em seu jeito
Na terceira onda de paixão que me sacode o peito
tudo é diferente, quente, insistente, incoerente, latente
Se será consistente, permanente, isso ainda não é evidente
E cabe aqui explicar o porquê.
Fiquei muito tempo no escuro
E como quem há muito não vê o sol
quando recebe muito calor e muita luz
cerra um pouco os olhos
se abraçando a uma segura cegueira
Mas é perfeito a sua maneira
Pois tem uma carga adicional de esperança
Com um misto de certezas e incertezas
ponteadas pelas surpresas
que aparecem a cada dia que a conheço mais
que seja enfim esta a terceira a melhor de todas
e enfim
nela encontre o verdadeiro amor
e para o meu coração, a paz.

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