Aconteceu-me de uma vez,
Em só um lampejo, descobri ser discípulo do desejo,
Nem sei como se fez.
Cativei a quem quis,
A quem amo ou me aninho, sou servo em paixão e carinho,
Nem sei como amante me fiz.
Vivo o amor como quem se dá à vida
Com ele sequer me importa frio ou calor, sequer me importa se sinto fome ou dor,
Nem sei como estou nessa lida.
Sei apenas e tão somente, que amar é o que de mais nobre um humano sente,
Sentimento que se apossou de mim lento, lento...
Recebi este Dom de braços abertos, como quem, afoito por ar, recebe o vento.
Hoje escrevo, falo e balbucio frases amorosas,
Tentando, talvez, tornar pessoas menos rancorosas,
Menos nervosas, raivosas,
Quem sabe mais sinceras para assim aproveitar o passar destas eras,
Eras de idas iras, Vidas de deveras lidas,
Descansar ao som de poesia, quem não gostaria?
Quem sabe mais amores contra tantos horrores?
Questões e mais questões.
Maravilha!!!
Afinal o que é a vida senão indagações?
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário