sexta-feira, 8 de maio de 2009

Que dó, Mãe

Ò mãe, que dó tenho de ti
Chora a torto e direito, o que seu filho deveria ser ou feito
Ó mãe, chora não
Pois para ti sempre seu filho será eterno bebê, mesmo se assim só você o vê
Ó mãe, pega ele e dá umas palmadas
Mas engula de novo o choro, pois cair lágrima seria desaforo
Ó mãe, se preocupa não
Palmadinha de amor não dói, tem uns que dizem que até constrói
Ó mãe, vê se mima menos ele
Cuida de não por muito açúcar no chá e nem muita bala lhe dar vá
Ó mãe, não é inveja não
Só quero colo, calo se for ganhar afago, mimo e agrado
Ó mãe que saudades
Do tempo que me dizia verdades e eu acreditava em amenidades
Ó mãe, que dó tenho de mim
Do tempo que não terei mais a senhora, me dá um presente que mate a hora.
Tu tem tudo no bolso do avental, tira de lá um remédio pra toda essa falta que você me faz
Ó mãe, que dó tenho de mim

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