terça-feira, 12 de maio de 2009

SEXO

Ainda lembro...

De seus olhos dentro da minha mente,
Atiçando qualquer excitação até então pouco latente,
Se alguém busca cura para tal sensação, eu já peço que ninguém invente,
Não sei se tal pensamento é inconseqüente,
Esperar que nossa união nos complete, nos acrescente,
Mas adoro que você me tente

Ainda sinto...

Deslizar minha mãos pelos teus braços macios e lisos,
Minha boca junto a sua a soltar risos,
Encontro de lábios com pele sem muitos avisos,
Só aqueles sussurrados, murmurados ou gemidos,
Mas mesmo que hajam carícias trocadas com movimentos precisos
O que importa é que não sejamos omissos

Ainda quero...

Me enredar em tua tão ardilosa armadilha,
Sentir o toque do veneno de teus seios, droga que me maravilha,
Explorar teu corpo com cuidado, como quem explora uma ilha,
Como náufrago beber de cada fonte de tua pele limpa como uma trilha,
esteja ela em teus lábios ou em tua virilha.


Ainda penso...

Em nós dois tensos e corpos unidos em um único suspiro,
Nossas cabeças tontas e leves como que depois de um giro,
Eu, intruso de seu calor, sentindo um espasmo como que a levar um tiro,
Em um gostoso abraço, enlaçado por um corpo que firo.

Preso a tua existência num orgasmo que não finda,
Ainda....
Ainda...
Ainda...

Um comentário:

  1. Belo texto, Rodrigo! Afinal de contas, relembrar é viver! Um beijo, Ju Saito

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