terça-feira, 12 de maio de 2009

Parece que vai chover

O céu acinzenta, colocando tudo em movimento,quando venta
Corre velho corre novo, foge moça foge senhora,
até cachorro se apavora
Sobe cheiro de terra molhada, de grama cortada,
Que ozônio que nada
Muda temperatura, para ficar seco sobra aflição no peito
Tudo se dá um jeito
Ônibus lota, trânsito trava, impaciente buzina,
criança azucrina
Dia da meninada levar surra, preso em casa
Passarinho recolhe a asa
Vem a enxurrada
Que fazer? Claro que nada.
Molha de cima até embaixo
Velhinha debaixo da marquise com guarda chuva
Leva xingamento de político, padre e viúva
Desaforo, eu acho
Não pega freio a bicicleta velha
Não acende a luz do poste
Não esquenta a meia molhada
Não existe táxi na esquina
Corre solta a água, escoando para o bueiro
Azar de quem está na rua e se molha inteiro
Faz o veículo onda pra surfista
Xinga o pedestre com o dedo em riste a vista
Termina isso em minuto numa cidade e aqui dura quase que o eterno
Não dá pra reclamar, mas é algo que vem de berço com a gente
Nasci aqui e não fui levado por enchente
Mas reclamo de três quatro estações em um dia
Já vi de manhã a noite, invernos e verões,
e teve tempo que até neve se via
Vai a chuva vem o tempo bom.
Amanhã espero que seja outro o tom


Parece que vai fazer Sol

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