Corri em teu encalço naquela manhã e vi teus passos largos distanciarem teu corpo indiferente ao meu grito.
Olhei tua paisagem a sumir no horizonte e fez-se de meus olhos rio em lágrimas separando-me de parte do meu coração, que arrancado por tuas mãos sangrava aflito.
Não sangrei vermelho nem negro, o que corria de minhas veias era um féu verde, amargo de triste fim de vida, de triste fim de tudo.
Era o amargo de minha dor a corromper meu corpo torpe, agora fraco, mutilado, imundo, cego e mudo.
Só não estou surdo porque demônios pessoais explodem de minhas feridas recentes,
me deixando alerta de que teu campo é pasto de outro qualquer viril corcel.
Sei lá se me arrebento, se expludo, se me dilacero com meus dentes
Talvez ainda não o tenha feito porque em meus lábios resta ainda um naco de seu mel.
Quis crer em imortalidade e agora padeço,
pobre coitado nem sei se a paga por teu desdenho é só esta,
uma angústia sem preço.
Serei bravo? Serei forte?
Minha sepultura cavo? Me achego a Morte?
Seja de mim o que Deus quiser...
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