terça-feira, 12 de maio de 2009

SAUDADE

Pensei hoje de manhã em você...
Pensamento que atravessou o dia inteiro e quedou em outro amanhecer.
Saudade que me percorre o corpo como que num arrepio,
Olhei para todos os rostos para ver em outros olhos quem a viu,
Matei minha necessidade por você em segundos de lembranças em fotos, filmes e cartas,
Sei lá porque fiz isso, pois todos estas emoções são frutos de representações
baratas.
Não senti teu calor, tua suave pele, sua maciez
Senti-me, isso sim, mais só e desesperado implorando pelo Deus que perfeita te fez,
Refleti cada minuto, em meu mundo confuso e poluto, em um sentimento que admitir reluto,
Saber que te amo,
que necessito para me manter ativo, sugar de tua energia o tanto que me faça vivo,
mais...não...nem mais um pouco reclamo.
Que como droga maldita, daquelas que até o mais alucinado evita,
Não sei se sinto amor ou ódio, por saber que sou dependente de tua pele na minha,
tua boca a destilar um vinho de ópio, de frutos colhidos de tua carne/ vinha,
Sonho com tuas mãos a me guiar sobre teu corpo prisão,
mesmo longe ainda és guardiã das chaves deste grilhão.
Saudades?
Sensação que atravessa o mundo passando por todas as cidades,
as medidas de distância em suas milhares de unidades,
as lembranças, sejam frutos de bondades ou maldades,
o tempo, seja em que era for em todas nossas idades.

Volta...nem que seja agora,
Venha...nem que seja para ir outra vez embora,
Retorna...já não vejo o dia, a hora,
Regressa...pois quem não volta mais é minha razão, que há muito está fora.

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